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sexta-feira, 10 de março de 2017

Ser feliz não depende de ter um homem. Nem dois.


“Tem uma carreira brilhante e salário satisfatório, amigos confiáveis, viaja com frequência além do verão, frequenta lugares de rica gastronomia… Revela certo ar de independência, mas, lá no fundo, tem um vazio, tristeza, carência que julga ser a falta de um homem para fazê-la feliz!”
Essa é uma crença machista internalizada, repassada de geração em geração, que tenta afirmar que a felicidade depende de algo fora da mulher.
O machismo tomado na mamadeira, isso mesmo, desde criança vão incutindo a obrigação da mulher não ficar sozinha, para quê? Fazê-la correr atrás de um homem ao invés de ir ao encontro de si mesma e do amor próprio.

A felicidade não depende da presença do outro, mas pode ser que o outro contribua para ela aparecer, ou não!
Imagine que terror “ser feliz só se tiver um homem”, “ser feliz só se ninguém que se ama morrer”, “ser feliz só se emagrecer”, se ganhar na loteria…

Depender é aprisionador para uma pessoa adulta.
Amores vêm e vão e nenhuma relação tem a garantia de ser para sempre, nem existe a certeza de que um dia irá se casar, mas em qualquer desses eventos você pode decidir como se sentir e reagir em relação a eles.

Uma coisa é desejar encontrar alguém para relacionar e partilhar a vida com foco na felicidade, outra é depender de que esse alguém entre nela para dar o “pacote da felicidade”.
Geralmente, mulheres que tem horror a ficarem sozinhas sentem esse “vazio” e muitas das vezes atribui ao homem, coitado, a missão de preenchê-lo com o “poder” de fazê-las felizes.
Daí surgem relacionamentos sufocantes, infelizes…

Se quiser, realmente, ser feliz sem depender de nada comece a fazer atividades só com você!
Vá ao cinema, tome um chopp num boteco, medite, viaje, cultive hábitos de leitura, dance, borde, escale, pedale, trote e corra, principalmente, de crenças limitantes.
Assim, ao gostar imensamente de si mesma, apreciar a própria companhia, as escolhas, seja de se casar ou não, serão voltadas para alimentar cada vez mais a capacidade interna de ser feliz!

(Selma Arau, escritora, palestrante, orientadora sexual, ig@selmaarauescritora)
Fonte: Diário da Manhã

quinta-feira, 9 de março de 2017

Os perigos da Carne Processada

Comer bacon, salsicha ou presunto aumenta o risco de câncer, afirma a Organização Mundial da Saúde. Instituição coloca tais produtos na mesma categoria de cigarros e também alerta sobre riscos da carne vermelha.

Comer carne processada, como presunto, salsicha e bacon, aumenta o risco de câncer, e a carne vermelha também pode desencadear a doença. É o que aponta um relatório da Agência Internacional de Pesquisa para o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta segunda-feira (26/10).
O relatório foi compilado por 22 especialistas de 10 países, que analisaram mais de 800 estudos internacionais sobre carne e câncer. A equipe classificou a carne processada como "cancerígena para humanos", e a carne vermelha como "provavelmente cancerígena para os humanos".
A análise revelou que havia "evidencias suficientes nos humanos de que o consumo de carne processada provoca câncer colorretal", informou a agência com sede em Lyon, na França. Entre as carnes desse tipo estão salsichas, carne enlatada, carne seca, molhos à base de carne, entre outros.
Assim, a carne processada foi listada no grupo 1 da Iarc – categoria que também inclui cigarros, amianto e fumaça de diesel. No entanto, a agência ressaltou que isso não significa que ela seja tão perigosa quanto esses elementos.

"Para uma pessoa, o risco de contrair câncer ao comer carne processada continua sendo pequeno, mas ele aumenta de acordo com a quantidade de carne consumida", disse Kurt Straif, da Iarc. Cada porção de 50 gramas de carne processada consumida diariamente aumenta em 18% o risco de câncer colorretal, segundo a agência.
"Tendo em vista o grande número de pessoas que consomem carne processada, o impacto global sobre a incidência de câncer é importante para a saúde pública", disse Straif.
Tim Key, professor da Universidade de Oxford, afirma que a possível ligação entre carne vermelha e processada e câncer é conhecida há algum tempo. "Comer bacon de vez em quando não vai causar muitos danos – uma dieta saudável tem a ver com moderação", pondera.
A Iarc, no entanto, afirma que conselhos do tipo costumam ter como foco doenças cardíacas e obesidade. A agência cita estimativas do projeto internacional Global Burden of Disease, segundo as quais a cada ano 34 mil mortes por câncer ocorrem devido a dietas ricas em carne processada. Em comparação, cerca de 1 milhão de mortes por câncer ao ano são atribuídas ao tabaco, e outras 600 mil ao consumo de álcool.

A carne pode ser processada de várias formas, através da salga, cura, fermentação ou defumação, mas a agência não constatou se o método de processamento afeta ou não o risco de câncer.
Quanto à carne vermelha, a análise constatou "evidências fortes dos efeitos cancerígenos" do consumo do alimento – principalmente no desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, mas também no de pâncreas e próstata. A categoria inclui carne bovina, de porco, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra.
Grupos da indústria da carne criticaram o resultado, argumentando que o câncer não é causado por alimentos específicos, mas por vários fatores.

Há algum tempo médicos e agências governamentais vêm alertando que uma dieta com muita carne vermelha está associada ao câncer, incluindo o de cólon e no pâncreas.
Carne vermelha
Não está claro ainda em que medida a carne vermelha pode aumentar o risco de câncer, mas um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, tem uma hipótese.
Eles acreditam que o ácido siálico Neu5Gc, uma molécula de açúcar presente na carne vermelha, estimule um processo inflamatório no organismo, que predispõe ao desenvolvimento do câncer.

O Neu5Gc é encontrado naturalmente na maioria dos mamíferos, mas não nos seres humanos. O consumo persistente de carne vermelha levaria a uma inflamação crônica – que, como já se sabe, pode desencadear tumores – se o sistema imunológico humano estiver constantemente produzindo anticorpos contra o Neu5Gc, uma molécula estranha ao organismo.
Para testar a hipótese, os pesquisadores manipularam ratos de laboratório para que eles imitassem os humanos, ou seja, para que o Neu5Gc fosse uma substância estranha a eles também. Depois, os ratos foram alimentados com Neu5Gc e desenvolveram uma inflamação sistêmica. A formação de tumores quintuplicou e houve acúmulo de Neu5Gc nos tumores.
O teste em humanos é mais complicado, mas a equipe acredita que a descoberta possa ajudar a explicar a conexão entre a carne vermelha e outras doenças agravadas por inflamações crônicas, como aterosclerose e diabetes tipo dois.
Fonte: Terra Notícias